A TENDÊNCIA DOS POD E VIDEOCASTS

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Como As Marcas Podem se Utilizar Desta Rápida Estratégia


por Tercio Strutzel

Eles sempre estiveram aí – e ganharam mesmo força, relevância e utilização como estratégia de marketing e propaganda com o surgimento da internet. Podcast é o nome dado ao arquivo de áudio digital publicado através de podcasting na internet e distribuído via RSS – que é um formato de distribuição de informações em tempo real pela internet. Também pode se referir a uma série de episódios de algum programa quanto à forma em que este é produzido e compartilhado. A palavra é uma junção de Pod (Personal On Demand) e broadcast (transmissão de rádio ou televisão). Conforme os avanços da tecnologia permitiram, surgiram também os Videocasts (anteriormente chamados de webcast), que nada mais são do que a versão em vídeo do podcast.

Ambos os formatos são publicados na web, diretamente no site ou blog de quem os produziu ou em serviços online como o SoundCloud ou mesmo o YouTube. Para a distribuição dos conteúdos existem os serviços de agregadores (como o iTunes) e diversos tipos de aplicativos para smartphones. Em termos de produção destes materiais não há grandes mistérios, tratam-se meramente de conversas ou monólogos gravados em áudio ou vídeo. Os conteúdos podem ser os mais diversos, como seleção de músicas, entrevistas, análises, debates, bate-papos; enfim, qualquer coisa que você poderia escrever em seu blog, só que no formato de áudio ou vídeo.

A grande vantagem deste formato é a sua facilidade em ser consumido, uma vez que as pessoas não precisam se dedicar a ler, podem assistir ou ouvir o podcast em qualquer lugar a partir de seus smartphones e tablets. Enquanto em um blog se recomenda produzir textos curtos para não cansar a audiência, aqui é possível estender um pouco mais esse tempo, afinal os ouvintes podem realizar outras tarefas enquanto escutam o podcast. Como já foi dito, o crescimento da demanda por vídeos e canais multimídia é um fato consumado, portanto estes formatos caminham no mesmo sentido desta demanda.

Os podcasts inauguraram esse formato personalizado de produção de conteúdo pessoal e se estabeleceram como um tipo de comunicação que tem forte potencial para otimizar a Presença Digital. Mesmo com o avanço das tecnologias que envolvem a internet, este formato continua em crescimento tanto de produção quanto de audiência. É possível encontrar podcasts dos mais variados assuntos, desde estritamente profissionais, passando por temas como cultura, arte, entretenimento, humor, tecnologia, ciência, esportes, culinária e tantos outros até o mais puro besteirol.

Nos últimos anos, temos acompanhado um crescimento exponencial de canais desse tipo no YouTube. Basicamente, o conceito é o mesmo e se encaixa no rótulo de videocast. Devido à facilidade de acesso e a técnicas de Marketing Digital, surgiram então os youtubers, essa geração de comunicadores falando sobre os mais diversos assuntos para as mais diversas audiências. Embora os públicos infantil e adolescente sejam os mais engajados no consumo desse tipo de conteúdo, também é possível encontrar bons canais em todos os segmentos. E é aí onde entram as estratégias de marketing, propaganda e comunicação que podem alavancar negócios: ao usar estas técnicas dos pod e vídeocasts, as empresas e marcas conseguem um alto grau de engajamento, seja pela rapidez e fluidez exatamente do tipo de comunicação (imagine que um podcast é uma versão mais sofisticada de um programa de rádio, ou de uma propaganda para esta mídia), seja pela informalidade deste tipo de conteúdo aliada à visualização (se for um videocast) que o espectador terá de todos os elementos (ele seria um programa de TV, estilo Leda Nagle ou Silvia Popovik mais descolado), inclusive e principalmente dos produtos e/ou marcas. 

 

 

E aí o céu é o limite: se os criadores forem realmente criativos, eles podem conseguir alavancar um negócio, fazer uma marca ou produto relegado a escanteio ter uma nova vida, trazer pessoas importantes ou de visão que podem contribuir para o crescimento dos negócios, e até mesmo abrir discussões sobre o mercado, as tendências dele, o que é in ou o que é out.  

Some a isto tudo a nova geração de SmartTVs que já invadiu o mercado com preços mais acessíveis. Estes aparelhos de TV já possuem acesso à internet por padrão e muitos deles já vem configurados para acessar os principais canais de vídeos, como YouTube e Vimeo, bem como alguns serviços de distribuição de áudio. Dessa forma, os podcasts e videocasts ganham um potencial de broadcasting e poderão até serem ouvidos e assistidos pelo público confortavelmente nos sofás de suas residências, tal como já fazem atualmente com a programação de broadcast das emissoras de TV. Isto, em si, é uma mina de ouro para produtos, marcas, empresas e novos negócios perfeitamente antenados com a chamada Economia Criativa 4.0.

Devido a essa nova tecnologia, a forma como as pessoas consomem TV já mudou radicalmente nos últimos anos. Os canais de internet flutuam em paralelo aos canais de TV aberta e fechada, causando uma concorrência inédita – e muitas vezes com o público preferindo estas novas alternativas à TV convencional. Obviamente as emissoras de televisão já estão adaptando seus formatos de programação para se adequar aos novos tempos. Mas o que interessa aqui, em termos de Presença Digital, é que estas inovações permitirão que sua marca ou o seu conteúdo possam interagir com seu público em diversas situações, através dos diversos formatos de telas (Smartphone, tablet, notebook, desktop e TV), o que chamamos em nosso meio de Outras Telas. 

Esse é o futuro da comunicação, da publicidade, das vendas e do marketing.


Tercio Strutzel foi editor do fanzine Paralelo e é ligado em diversas mídias e atividades culturais.