Armazenamento de Mudanças

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Já é sabido que websites de armazenamento e compartilhamento de imagens – os chamados Stock Images, tanto os que servem a indústria da fotografia quanto a do audiovisual – criam conteúdo visual para a distribuição em massa. As agências de armazenamento de fotos catalogam essas imagens licenciadas por fotógrafos e videomakers de todas as partes do mundo, criando um vasto conteúdo servindo a todos os propósitos – o de marketing, publicidade ou finalidades artísticas em geral. Elas permeiam a mídia hoje em dia. Refletem e moldam nossos valores culturais e de sociedade. Portanto, assim como estes últimos se transformam, a própria indústria de armazenamento dessas imagens acaba por também se transformar. Um exemplo disso está na rede de compartilhamento Instagram – que hoje conta com quase um bilhão de usuários –, que possui uma influência gigantesca na rede em geral e dessa forma também influencia essa indústria do armazenamento de imagens. Milhões de usuários utilizam o Instagram todos os dias para compartilhar e se comunicar através de fotografias pessoais e do dia-a-dia. “O Instagram fornece informação a respeito do que os consumidores estão interessados e quais as tendências e estéticas eles estão mais inclinados”, afirma Jamie Frankberg, do site Envato. “Então”, continua ela, “as tendências que emergirem lá com certeza serão tendências também em todos os outros sites de armazenamento em geral, mas principalmente os de fotografia”, diz.

Mas o internauta comum geralmente possui uma propensão a achar as imagens na rede como livres e gratuitas sem necessariamente citar o direito autoral ou mesmo dar o crédito devido. “Agradeça ao Google pela difusão desenfreada do abuso do copyright ignorante”, diz Deborah Budd, do Second Wind, em artigo que discutia exatamente a mudança nos negócios por causa desse “livre” acesso. Como resultado dessa economia “freemium” – como ela mesma diz –, o acesso às imagens livres de royalties está cada vez mais se expandindo. “As câmeras de celulares ficam a cada ano melhores, competindo mesmo com as de fotografia profissionais, e existem agora uma infinidade de fotos amadoras, mas de alta qualidade de resolução, disponíveis por lá. O Instagram está inserindo um novo prego no caixão do armazenamento de imagens em geral”, diz ela.

Para além das fotos, o compartilhamento de vídeos – os chamados stock footage, ou seja, as filmagens de armazenamento – também vêm auxiliando videomakers, diretores profissionais e amadores em várias modalidades, incrementando os trabalhos que muitas das vezes fazem parte de um portfólio, de uma apresentação curricular ou empresarial. Há inúmeros websites que permitem ao usuário baixar essas filmagens, muitas delas em alta qualidade, mas muitas delas pagas também, dependendo do tipo de resolução, duração e formato que se deseja (as em 4K, por exemplo, são na maioria pagas, e geralmente duram entre 10 e 30 segundos cada). Além disso, existem milhares de profissionais ao redor do planeta que sobrevivem fazendo este tipo de filmagem para alimentar a rede ávida por esse material. Há registros de pessoas que realizam vídeos de lugares e países para alimentar a indústria do turismo, do comércio e de alimentos em geral. E da mesma maneira que com a fotografia, as filmagens também vêm provocando uma mudança substancial nessa indústria do audiovisual. O videomaker e fotógrafo Jeff Mertz é um dos que disponibiliza seu conteúdo para quem quiser baixá-lo: suas filmagens, especialmente uma intitulada The City Without You – uma colagem de imagens psicodélicas da cidade de Austin, no Texas, vistas de cima e formando um caleidoscópio surrealista – foram diversas vezes utilizadas para ilustrar videoclipes dos mais diferentes cantores e artistas. “É claro que também utilizamos filmagens e/ou fotos dessas fontes”, afirma a produtora Janaina Zambotti. “Inclusive a que ilustra essa matéria (risos), mas isso não só é uma tendência como também uma necessidade: muitas vezes não temos o tempo hábil ou o orçamento desejado para determinado projeto, e então montamos esse banco de imagens que nos serve tanto de referência quanto para uso em algumas produções”, diz ela.

Certamente, o usuário que deseja fazer uso deste tipo de material deve saber até onde pode chegar. Esta é uma das razões porque um site conhecido como o Shutterstock – a rigor o mais completo e profissional de todos eles, com centenas de inúmeras imagens as mais variadas – costuma aumentar cada vez mais suas taxas e assinaturas. Mas por outro lado a empresa também sabe até onde pode ir, e apenas recentemente fez uma parceria com o Google Chrome para a seleção de imagens facilmente encontradas no buscador serem semelhantes à do Google, na tentativa, talvez, de evitar as fraudes, os “roubos”, e a ausência de copyright por quem as utiliza. A discussão é vasta, e polêmica, mas abriu novas frentes para a criação de um novo mercado – semelhante ao próprio compartilhamento de imagens produzidas por usuários de redes sociais em geral.

Assista abaixo ao incrível vídeo de Jeff Mertz, com música do trilheiro Mario Grigorov, o qual muitos artistas na rede usaram para ilustrar seu portfólio:

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