“Estátuas Vivas” na Reta Final

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O filme de Mirrah Iañez, Estátuas Vivas, nossa segunda coprodução (logo após O Homem Que…), terminou as filmagens e já se encontra na sala de montagem. Este é o terceiro trabalho da jovem diretora Mirrah que está se formando em cinema pela Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo. Mirrah já havia realizado dois exercícios no formato para semestres diferentes no curso – o primeiro, Metamorfoses do Jornal, era inspirado em um conto do argentino Julio Cortazar, e o segundo, Belo Monte, retratava um dos acontecimentos mais polêmicos no Brasil nos últimos anos: a construção da hidrelétrica homônima, próxima ao Rio Xingu, no estado do Pará, e seu impacto sócio-ambiental na comunidade, na natureza e principalmente nas áreas indígenas da região. Mais do que um trabalho experimental, o filme só atesta a verve politizada, polêmica e engajada de sua diretora, que mantém um quartel general, a Ovo Frito Filmes, juntamente de colegas da Faculdade, os quais dividem as diversas funções dos trabalhos.

“E essa verve polêmica e engajada está continuando”, afirma Francisco Costabile – montador de Estátuas Vivas e que, segundo ele, “discutimos muito a respeito do formato, da duração e o que ela exatamente gostaria de passar com o Estátuas. Porque, antes de tudo, o que é mais importante para a Mirrah, é a mensagem que quer transmitir”, diz Costabile. O filme é um documentário no formato curta, embora seja a fita mais longa e ambiciosa de Mirrah até o momento – o primeiro corte ultrapassou os 10 minutos e “é provável que chegue mesmo aos 17, 18 minutos”, afirma Francisco. “Mas ainda há muito a se fazer, muita coisa vai ser cortada, burilada. O engraçado é que o tempo, literalmente, está transformando a obra – muito pelo fato de ela lidar com essa ideia do tempo, tanto o do filme quanto o tempo que as pessoas gastam prestando atenção (ou não) aos estatuístas, esses artistas que ganham a vida fazendo essas performances muitas vezes estigmatizadas pela sociedade. Com o filme, estamos tentando modificar um pouco essa visão.”

Rodado inteiramente nas ruas de São Paulo, com a câmera 5D da Canon, utilizando os próprios estatuístas e seus depoimentos verdadeiros como contraponto da “trama” (“É incrível o que eles disseram, revelaram a respeito de si, sobre o que pensam de seu trabalho, o impacto e curiosidade que despertam nas pessoas”, diz Costabile), o filme vem se transmutando ao longo do processo de edição. “Muito embora a Mirrah tenha escrito um roteiro, nas conversas que tivemos foi importante dar voz a esses protagonistas, deixá-los falar, e são esses depoimentos, no fim das contas, é que estão formando o núcleo do trabalho, aquilo que ela quer comunicar.”

Após a montagem, que deve levar ainda algumas semanas, o próximo passo é o desenho e edição de som mais a mixagem. “O filme está delicado, é uma obra muito feminina, de um olhar muito particular”, diz Costabile. “O som deve ir neste sentido, complementando essas imagens poéticas.”

Estátuas Vivas deve ficar pronto de fato no primeiro semestre de 2013.

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