Mirrah Iañez: Sensibilidade e Energia

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Se energia e sensibilidade tivessem um nome, este seria Mirrah Iañez. Mesmo que essas duas qualidades aparentemente não tenham nada a ver uma com a outra, foi assim, exibindo essas capacidades de maneira muito aguda que Mirrah Iañez deu início a uma frutífera carreira como realizadora – produzindo, escrevendo e dirigindo, e inadvertidamente até criando seu quartel general, a Ovo Frito Filmes, o que sem dúvida já torna visível também o bom humor e irreverência que acompanham a cineasta. Nascida em São Paulo, de descendência espanhola, a jovem diretora formou-se em cinema pela Universidade Anhembi Morumbi, na capital paulista, e exibe tanto o vigor típico dos talentos em botão quanto a ternura necessária para tratar de temas maduros, em geral polêmicos e mexendo em feridas que demoram a cicatrizar.

Foi o caso de Belo Monte, trabalho experimental e politizado sobre um dos assuntos mais em pauta no Brasil nos últimos anos – um curta curtíssimo feito como exercício de turma na Anhembi e que utiliza apenas uma imagem de fundo – a de uma índia, povo que é um dos principais afetados pela construção da hidrelétrica no estado do Pará – e, por cima dela, trechos de discursos, debates e toda a polêmica envolvendo o assunto.

Ou quando se propõe a contar uma história em apenas um minuto, como em Metamorfoses do Jornal, inspirado, a propósito, em conto do argentino Julio Cortazar. E foi com enorme prazer que pudemos ajudá-la na realização de seu belo filme documental Estátuas Vivas, sobre o trabalho realizado por artistas – os chamados estatuístas – muitas vezes estigmatizados pela sociedade. Através dele, Mirrah pôde nos ensinar, de novo no exercício da sensibilidade, que muitas vezes é preciso enxergar as coisas não com os olhos, mas sim com o coração.

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