Música, Maestro!

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Em geral, documentários não têm, ou não precisam ter, trilha sonora – ou seja, aquela música incidental acompanhando os passos de um personagem ou complementando a ação para sublinhar um momento importante ou uma cena engraçada. Mas É Quase Verdade não vai ser exatamente um documentário, não é mesmo? Ou será que vai? Enfim, estamos felizes em dar as boas vindas a mais um membro da equipe: Marcel Soares é compositor, arranjador, produtor musical, engenheiro de som e sound designer há mais de dez anos. Premiado no Festival de Maringá pela trilha sonora do curta em animação O Pescador de Sonhos, de Igor Pitta Simões. Foi através deste que o diretor Emanuel Mendes conheceu o trabalho de Marcel, interessando-se imediatamente em trabalhar com o compositor. “Como apaixonado por música e colecionador inveterado de trilhas sonoras, para mim Marcel não tem apenas aquela sofisticação musical que tanto busco e aprecio na música do cinema, mas sabe captar o espírito do filme e traduzi-lo musicalmente de forma brilhante. É um talento raro que, quando aparece diante de você, é preciso agarrá-lo sem meias medidas.”

Na verdade, Marcel Soares não compõe apenas para o cinema, embora esta seja a área na qual ele vem se especializando nos últimos anos. Nascido em São José dos Campos, interior de São Paulo, este DJ de música eletrônica, que já participou de concursos diversos em várias partes do Brasil, também atua como arranjador, produtor musical e sound designer há vários anos. Estudou piano com a renomada professora Rita Zarur e Teoria Musical com o maestro Rogério Santos – da Orquestra Sinfônica de São José dos Campos -, além de composição propriamente dita com o também compositor Leandro Gardini, sob o método EIS. Em seu estúdio Audillus – nome, aliás, bastante apropriado – cria também efeitos acústicos e Folley para projetos escolares, apoiando alunos do audiovisual, como os da Escola Meliès, em São Paulo.

Desenho “O Pescador de Sonhos” teve trilha do compositor premiada em diversos festivais.

“Não é apenas por ser extremamente talentoso e criativo que Marcel me chamou a atenção”, continua o diretor Emanuel Mendes, que, pela primeira vez, possui um trabalho cuja composição musical é totalmente original. “Mas Marcel também é um daqueles raros compositores, especialmente no Brasil, que não abraça o clichê de uma maneira plena, como na maioria dos casos – não fica apenas no binômio piano e violoncelo, ou em teclados que parecem de churrascaria. Sua música soa como se tivesse verdadeiramente uma orquestra por trás, tamanha a variedade de instrumentos e camadas.”

Como sempre, está rolando uma centena de influências que vêm formando a trilha de É Quase Verdade: há desde Nino Rota – o compositor favorito de Federico Fellini – até Georges Moustaki (“um trilheiro que fez muita coisa para a Nouvelle Vague e chegou até a ter um caso com Edith Piaf, para quem musicou alguns trabalhos”, conta Marcel), e também Roberto Carlos, sambas paulistas (os produtores até tentaram, mas não conseguiram obter nem a licença nem os direitos para utilizar a canção Saudosa Maloca, de Adoniran Barbosa) e um tantinho de música eletrônica. “É uma salada musical”, ri Marcel, “mas está ficando bacana.”

“É emocionante ver esse processo de criação musical, da partitura mesmo”, confessa o diretor Mendes. “Agora queremos Marcel para compor a música de todos os nossos trabalhos.” Tarefa essa que o compositor parece ter abraçado sem meias medidas. “Há um volume de coisas bacanas e projetos interessantes rolando dentro da produtora, e eu certamente quero me envolver com o maior número deles”, completa Marcel. Como diria um certo diálogo de um certo filme, “esperamos que este seja o início de uma bela amizade.”

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