O CLIENTE DO FUTURO

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Como Preencher o Funil com Novos Consumidores Acelerados e na Economia 4.0?

 

por Milena Sardoz

Todo empreendedor e dono de negócio sabe que precisa enxergar muito além do que vê hoje ou mesmo no dia de amanhã. Conectado e ligado em novas tendências, entende que, para sobreviver neste universo voraz e em constante mutação, a lei é mais ou menos como aquela de Darwin – o mais forte, e o capaz de se adaptar ao ambiente, irá sempre permanecer vivo. E isso inclui a relação que precisa estabelecer com seus clientes e consumidores, cada vez mais acelerados e completamente imersos na Economia 4.0. Mas o que é afinal essa tal de Economia 4.0? Ler essa pergunta e titubear é absolutamente normal. Segundo uma pesquisa da Deloitte em parceria com a Forbes, apenas 14% dos mais de 1.500 executivos entrevistados ao redor do mundo acreditam que suas empresas estão preparadas para as mudanças trazidas pela Economia 4.0. Então, também é perfeitamente aceitável que a sua resposta seja “não”. 

Resultado da quarta fase da revolução industrial, a Economia 4.0 representa a evolução do processo analógico para um contexto virtual, em que todas as informações relacionadas à produção estão acessíveis, de forma que as máquinas conseguem analisar todos os dados e, com base neles, tomar decisões eficientes com agilidade. Esse hibridismo entre inteligência artificial e humana não é aplicada apenas no segmento industrial, mas em todos os setores influenciados pelos recursos tecnológicos. E isso inclui a área na qual nos dedicamos – a publicidade, o mercado de criação de conteúdo para telas em geral (não apenas as do cinema, que já vêm sofrendo transformações no modo como é produzido, consumido e exibido), e a televisão também. “Basta ver como as agências de publicidade, as produtoras, e principalmente os profissionais do meio tiveram que se adaptar rapidamente a esse ambiente”, diz Patricia Weiss, do Coletivo Asas, “do contrário, iriam fatalmente morrer e/ou se ver fora do mercado. O consumidor, que é quem na verdade manda no seu negócio, está hoje no mundo digital – um mundo rápido, bem-informado, conectado a outros (que podem ajudar ou destruir a sua marca, dependendo da boa ou má relação/serviço que você presta a ele). Até roupas e sapatos consumimos pela internet hoje em dia”, finaliza. 

Essa economia criativa – que possibilitou o surgimento de negócios transformadores e disruptivos, como Uber, NetshowMe (voltado à área de compra de ingressos), Netflix e serviços de streaming em geral, sem mencionar os bancos digitais como Nubank e Cora, que facilitaram as transações e o acesso para milhares de pessoas, apenas para ficar em poucos exemplos – provocou uma verdadeira revolução no modo como empresas e marcas são criadas, administradas, consumidas e integradas ao mercado. E isto evidentemente impactou e possibilitou o surgimento de um novo tipo de consumidor. “Para se ter ideia do tamanho deste impacto”, relata Daniella Borghi, que esteve à frente de agências de publicidade e startups diversas, “basta pensar no aparecimento da própria internet, ou mesmo do telefone celular. Quando e como poderíamos imaginar o choque que estes serviços e produtos poderiam causar, e o que fizeram na criação e no aparecimento de um novo tipo de consumidor, de pessoas que hoje trabalham, se divertem e fazem compras usando estes dois serviços/produtos?”, diz ela. “E com a internet das coisas (que é basicamente o fato de (quase) todos os serviços, produtos e objetos estarem conectados à rede), isto tende a mudar o mercado ainda mais, daqui a alguns poucos anos. Hoje temos carros elétricos, inteligentes, que dirigem sozinhos, televisões inteligentes, geladeiras inteligentes. Este mundo digital veio para ficar, não apenas melhorar e facilitar nossas vidas, mas também integrar-se às nossas vidas, quase como se vivêssemos no universo dos Jetsons“, brinca Daniella. 

E como as empresas – muitas delas já preocupadas com questões ambientais, sócio-econômicas, rapidez e eficiência – poderão canalizar este consumidor do futuro, tão ou mais preocupado com estas mesmas questões quanto as gerações que o precederam? “Em primeiro lugar”, acrescenta Daniella, “é preciso se libertar de algumas âncoras do passado. O que muitas vezes funcionava para o cliente/consumidor – como tipo de atendimento, por exemplo – já não faz mais sentido. Hoje em dia o seu consumidor não quer apenas rapidez e eficiência, ele quer principalmente valores”, diz. “As características morais, os preceitos individuais e pessoais do dono. Se um dono de negócio é desonesto – ao não te voltar um troco, por exemplo, ou querer te passar a perna de alguma forma, obtendo vantagens –, estas características morais vão estar explícitas no negócio dele. E isto, invariavelmente, vai afugentar a clientela. Não é isto o que o consumidor do futuro quer. Atualmente, ele está muito mais exigente, esperto, bem informado e capaz de escolhas que irão influenciar o destino de uma marca/empresa”, finaliza Daniella. 

Diversas marcas e empresas vêm hoje em dia rompendo estes limites, retirando estas âncoras do passado, sem necessariamente perder sua essência. Até mesmo as já há muito estabelecidas perceberam isso e se adaptaram rapidamente. Basta ver a mudança de rumos pelas quais algumas delas passaram – como a Xerox, cuja conexão com as inovações e transformações tecnológicas fizeram com que a marca subisse de patamar; ou a BIC, que, mais do que sinônimo de um produto, é também um exemplo de constante crescimento de portfólio de produtos, estendendo-se a papelaria, acendedores e barbeadores; ou ainda a Havaianas, que, de uma sandália considerada de segunda linha, viu-se alçada a um nível mais elevado, conectando-se com uma audiência muito maior, mais sofisticada e ao mesmo tempo buscando uma simplicidade presente em suas curvas e design.  

E finalmente, a única evidência que não muda com relação ao futuro é que Valorização, Monetização e Conversão de Intangíveis são conceitos que continuam vivos como mecanismos de expansão dos negócios e fundamentais para a mudança de patamar das empresas. Ao fazer isso, estas marcas e empresas incluem e puxam para si este consumidor do futuro – o qual irá transmitir sua maneira de consumir e se relacionar com elas para as gerações seguintes, transformando assim a sociedade em um ambiente mais produtivo, consciente, eficaz e, espera-se, melhor. 

Milena Sardoz é publicitária, jornalista e contribui regularmente para este site.

 

A economia criativa está aí e veio para ficar.
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