Zabriskie Point

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Artista independente na melhor acepção do termo, o americano Chris Zabriskie – nascido em 1982, em Olympia, no estado de Washington – começou a carreira em um duo de rock noise chamado Struggleburger. Embora suas atenções se concentrassem no estilo celebrizado por bandas alternativas, sempre trabalhando com outros músicos com a mesma pegada (como Marc with a c, cantor de indie pop), foi na seara da trilha instrumental onde Zabriskie fincou o pé – lançando, em 2009, o álbum The Dark Glow of the Mountains. Seu estilo sedimentou-se no ambient music e em sons etéreos e próximos do atonalismo. “Para nós”, conta a produtora Janaína Zambotti, “o Chris estreou adornando as imagens para o institucional que fizemos do Hackathon ABEME. Entramos em contato com ele porque desde que o descobrimos nos tornamos admiradores de seu estilo de notas simples, puras, um som que encaixou perfeitamente com o clima que queríamos dar a um corporativo falando sobre tecnologia, inovação e visão de futuro empreendedora. Um cara descomplicado, super gente boa – ficou contente e honrado ao saber para o que se tratava e chegou mesmo a confessar estar feliz por nós o termos descoberto (I’m glad you found me, escreveu ele).”

Dois discos se seguiram após a estreia – cujo minimalismo eletrônico ia radicalmente contra os trabalhos anteriores -, ajudando a sedimentar a verve de autonomia criativa que vem caracterizando seus esforços desde então, sempre em cima de música new ambient. Curiosamente, Chris também é um adepto fervoroso do esquema de distribuição musical via Bit Torrent e/ou arquivos compartilhados e vem lançando seus discos de forma totalmente independente, utilizando o próprio site através do esquema do Creative Commons Attribution.

Para além da música, Chris também é um cineasta ocasional, filmando e editando não apenas os videoclipes de seus próprios trabalhos, mas fornecendo ajuda para outros artistas – e chegou mesmo a rodar um longa-metragem alternativo, Tretet, veiculado em seu site, e utilizando filmagem amadora da Exposição Mundial de Nova York, de 1939, misturando técnicas em um gênero muito próximo de um filme de ficção-científica. “Como se vê”, finaliza Janaína, “todos os elementos se juntaram para fazer desta uma parceria bem-sucedida. Queremos sempre, de agora em diante, e todas as vezes que isso for possível, trabalhar ativamente com o Chris.”

Em tempo: o título deste post é uma referência ao clássico homônimo de Michelangelo Antonioni. 

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