Ideias. Já Teve a Sua Hoje?

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Criar um negócio e levá-lo adiante pode ser uma experiência incrível. “O nível de adrenalina sobe 100 por cento e parece que você não só é dono do próprio nariz como pode conquistar o mundo. Outro dia, um amigo sumarizou a experiência: é como estar apaixonado”, afirma Pedro Waengertner, da Aceleratech (aceleradora de startups no país), em uma das inúmeras palestras proferidas ao redor do Brasil para jovens (e veteranos) empreendedores. Mas poucos sabem que devemos encarar as dificuldades sem nos desconectarmos do propósito, o que, infelizmente, acontece na maioria dos casos.

“Quase sempre as pessoas querem empreender porque afirmam que isso é sinônimo de não ter patrão, ou de trabalhar menos, ou porque acham que o dinheiro virá fácil. Nada mais longe da verdade”, continua Pedro. Isso não apenas é uma dura realidade (que muitas pessoas desconhecem ou não querem conhecer), como ilustra que empreender, além de não ser tarefa fácil (especialmente em um país como o Brasil), é para poucos. As dificuldades ao longo do caminho vão minando o sonho – um elemento primordial para se começar um empreendimento – e várias pessoas ficam na maioria do tempo no campo das ideias, sem partir para a ação. “Isso é o que mais acontece”, diz Pedro. “Ideias são o que todo mundo tem. O difícil é colocá-las em prática.”

Mas além disso é preciso se criar uma cultura empreendedora forte. “O Brasil sempre foi um país empreendedor”, diz Pedro. “O que vem acontecendo ao longo dos últimos anos é que muita gente percebeu que se pode ir além, além da noção de que o que era importante era se construir uma carreira pública, fazendo concursos, algo que herdamos da mentalidade portuguesa. Hoje percebemos que existem muitos problemas a serem resolvidos, muitas dores a serem combatidas e sanadas, para se usar o termo mais adequado.”

“Não é só ideias, pessoal”, afirma Gil Giardelli.

Um dos grandes exemplos dessa marcha contra o trivial e a burocracia é o professor (e empreendedor) Gil Giardelli, mentor de uma infinidade de pessoas, autor de diversos livros sobre o tema e fundador de nove empresas desde que tomou gosto pela coisa. “Comecei a empreender em 1993”, diz Giardelli. “Passei em um concurso do Banco do Brasil para Contínuo, mas nunca fui chamado. Com mais quatro amigos, comprei um computador 386, que tinha menos capacidade de processamento do que o celular mais simples de hoje em dia. Criávamos logotipos, convites de festas, composites de fotos para agências de modelos e cartazes para lojas. Foi sensacional. Entendi que minha missão era criar empresas.”

O que diz Giardelli vai muito de encontro ao que Pedro, da Aceleratech, comentou: é preciso perceber o que te move, onde você quer chegar, o que pretende sanar, para você e para os outros. “Empreendi, cresci e não gostei”, desabafa Isabella Prata, criadora da São Paulo Escola de Economia Criativa. Em um texto que toca nas feridas dos que lutam para empreender, ela lança: “Para todos os meus amigos jovens que ainda sonham e devem ouvir todos os dias que empreender é o caminho, faço uma pergunta: Empreender para quê? Faça essa pergunta a si mesmo”, diz ela. “Essa pergunta é fundamental para quem deseja tirar sustento de um negócio. Não pode ser apenas pelo dinheiro. Se for assim, vocé se pegará fazendo coisas que não sabe e não gosta.”

“Por que eu empreendo? Eu continuo com os meus sonhos da era do PC 386. Porque acredito que a tempestade passará e que os inovadores serão os últimos a entrar em uma crise econômica e os primeiros a sair. Porque espero, sinceramente, poder ajudar a criar uma nação inovadora do século 21”, finaliza Giardelli.

E para concluir o que se leu por aqui, selecionamos uma palestra de Giardelli para o Ted Talks (divisão da organização sem fins lucrativos que convida pessoas a palestrarem sobre os mais variados temas que podem, e estão, ajudando o mundo) feita no Rio de Janeiro.

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